23.9.10

Cortar é palavra de ordem em Espanha, Irlanda e Grécia

in Diário de Notícias

Portugal não é caso isolado: cortar tornou-se palavra de ordem noutros países europeus. Sob a pressão das instituições financeiras internacionais, Espanha, Irlanda e Grécia têm igualmente apertado o cinto. Em Madrid, o Executivo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero enfrenta no próximo dia 29 uma greve geral convocada pelas duas principais centrais sindicais. Em causa estão as medidas draconianas adoptadas pelo Governo. Objectivo: baixar o actual défice de 9,3% para 6% em 2011. O pacote de austeridade incluiu o corte de 5% dos vencimentos na função pública, a subida da idade da reforma para os 67 anos e nova legislação laboral que permite o despedimento por redução de lucros. Isto num país que conta já com mais de quatro milhões de desempregados.

O plano de austeridade grego incluiu o congelamento dos vencimentos dos funcionários, a redução das pensões de reforma e o corte de 10% das despesas dos ministérios para baixar o défice de 12,7% para 9,3%. Além da privatização de hospitais, caminhos-de-ferro, portos, correios e serviço de abastecimento de água.

Na Irlanda, os cortes abrangem o salário do primeiro-ministro, que passou a receber me nos 20%. Os ministros ganham hoje menos 15% e todos os funcionários viram os vencimentos reduzidos. Cortes de benefícios e novas taxas ambientais fazem parte do programa de austeridade irlandês.