4.8.15

Podemos falar de ciganos de outra forma?

Henrique Raposo, in Expresso

As comunidades não têm personalidade jurídica


Nas piscinas municipais de Estremoz, alguns ciganos do Bairro das Quintinhas provocaram desacatos porque não queriam pagar bilhete; depois de terem sido forçados a pagar, iniciaram um boicote ativo às regras; a senhora que acompanhava as crianças entrou vestida dentro de água; quando foi chamada à atenção, insultou os funcionários e foi chamar a restante família que estava no bar contíguo ao recinto; invadiram as piscinas e ameaçaram os responsáveis; entretanto, surgiram dejetos humanos na água da piscina. Perante o evidente problema de salubridade, os responsáveis evacuaram as piscinas, ligaram à polícia, mas os autores do desacato fugiram e nunca foram identificados; há dias garantiram a Alexandra Simões de Abreu (repórter do Expresso) que não são responsáveis pelo episódio dos dejetos subaquáticos. O problema é que existem antecedentes. No ano passado, duas crianças ciganas defecaram nos lava-pés; a situação causou distúrbios entre a família e os responsáveis. Tendo em conta esta tendência para o desacato dos tais ciganos do tal Bairro das Quintinhas, o presidente da câmara de Estremoz, Luís Mourinha, proibiu os moradores do bairro das Quintinhas de entrar nas piscinas. Será que a medida é legítima?